quarta-feira, 7 de abril de 2010

Para os pescadores


Cada folha dessa praia tem em sua formação biológica, um refúgio reservado para a sabedoria humana dos moradores nessa Ilha.
No canto superior direito da imagem, há um grupo dessas folhas que estão testemunhando como é cedo ainda a hora em que os pescadores, um a cada um, seguem em suas canoas na direção do sol, buscando o que de melhor tem o mar a lhe oferecer para a sobrevivência de sua família, e de seus hóspedes.
Quando eu escolhi essa foto que fiz na praia do Aventureiro na Ilha Grande, para montar um cartão de páscoa para enviar aos amigos, pela web, tive que equalizar a imagem, pois a foto foi feita por filmadora e em momento de baixíssima luminosidade... no entanto esse texto me fluiu da imaginação, estreitamente agragado aos sentimentos e emoções que vivi durante os dias em que estive convivendo com a comunidade desse lugar.
Eu preciso comentar o quanto foi importante ser recebida naquela Ilha, por pessoas nativas dali, que cuidam de promover aos turistas, uma consciência do quanto é boa e bela a promoção do nosso convívio com todos os elementos que compõem essa reserva biológica naturalmente encantadora. (Com todo o respeito.)
Deitados na areia da praia de barriga pra cima, na escuridão total da noite (lua nova) , pudemos ver a quantidade assustadora de aviões que passam ali em cima em determinados horários. Direto, de cinco em cinco minutos, de três em três minutos. E durante o dia, as pessoas que transitam o espaço aéreo podem portanto se deliciar com as imagens estonteantes dessa Ilha, especialmente do seu lado oceânico, onde está a reserva biológica.
Pouca gente sabe e muitos duvidam do quanto está sendo bom para esse lugar, receber os cuidados desses moradores que provam com exemplos claros para todos, que gostam de viver ali, que gostam de poder sobreviver da pesca e do turismo que a cada dia demonstram conhecer melhor. Os senhores Desembargadores que não se irritem, mas se a praia do Aventureiro vai parar na mão dos grandes investidores e empreendedores, veremos cada vez mais, esses espaços servirem de ancoradouros de grandes e suntuosas e luxuosas embarcações que trarão seus visitantes para se divertir, curtindo o entretenimento apenas em suas propriedades, deixando de lado o trabalho e a importante sobrevivência dos moradores dessa praia.
É isso mesmo senhores doutores, já com o turismo de camping conforme está sendo feito, há outros doutores que frequentam essa praia, aceitando todas as condições que aqui são oferecidas.
Para os pescadores, e todos moradores da praia do Aventureiro, felicidades!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Bancos nacionais e internacionais


Na reflexão coletiva, esse ano que ficou pra trás, de 2009 a 2010, foi escandaloso e trepidante. A terra se inquietou dentro de seu cinturão de fogo deixando continentes atentos, países desolados e pessoas órfãs, desabrigadas, atônitas e muito pobres.
Escandalosamente pobres.
Há sempre uma demora muito estapafúrdia e, envolta em escândalos públicos, burocráticos para atrasar a recuperação do estado normal das pessoas atingidas pelas catástrofes dos terremotos. Sempre custa muito tempo para chegar alimento, água, roupas, e dinheiro.
A partir do momento que as federações nacionais e internacionais, dos bancos, considerarem prioritária a criação de um fundo de recurso financeiro, disponível para atender a demanda imediata das populações atingidas, essas federações obterão maior credibilidade do ponto de vista humano, deixando de serem apenas instituições técnicas em finanças, para conquistarem um dna mais social de fato. Já não é sem tempo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

MAIO --- Mês das mães
























Mãe água, ou mãe terra, ou mãe árvore?
Mãe é mãe. E assim é a mãe natureza. Completa de elementos, a nos incentivar a independência, a autonomia, com que teremos consciência de habitantes que somos, para admirar e cuidar bem de nossa mãezona.
No nordeste e norte do Brasil, nesse mês, há enchentes desproporcionais que estão desolando toda uma população acuada pelo grande volume de águas que teima em continuar crescendo.
Já se perdeu parente, amigo, moradia, mobília, e tranquilidade.
Quando cada um de nós pode colaborar para minimizar o sofrimento dos nordestinos em suas cidades (que tantos de nós gostamos de conhecer e passear), é porque somos cuidadores. Saber cuidar do ambiente, é cuidar de todo o conjunto: pessoas e natureza em geral.
Os pesquisadores afirmam que previsão do tempo ainda é uma atividade instável, que deixa muito a desejar, especialmente quando é para se prever catástrofes, terremotos, tisunames, etc., mas o que se pode prever é um planejamento para atender as necessidades essenciais dos moradores desses lugares, de maneira a minimizar o seu sofrimento.
Esses rios que têm atingido níveis tão altos nos últimos dias, deverão ser estudados com maior interesse pelos servidores federais da União, estaduais, municipais, em suas competentes áreas, para que se possa pensar em remanejamento adequado e sem perda, dessas águas, para reservatórios ou para regiões próximas que necessitam de água. Mesmo sabendo que as enchentes acontecem muito remotamente, é importante que se leve a sério cada pessoa que está HOJE sofrendo com elas, para que próximas vítimas não venham a surgir.
A mãe natureza agradece, vendo as pessoas tranquilas, resolvendo seus problemas naturais.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Encontrar a presença

A multiplicação das imagens demonstra a pulsação de todos nós.
Humanos que somos, de carne e osso, comemoramos juntos o velho ditado "toque nos ossos, que o amor é nosso."
Veja só, como está multiplicada a quantidade de pessoas, nesse encontro que fez de nós, um conjunto de parentes e amigos, afinados em sentimentos e sensibilidade, felizes em transformar a hora do almoço e cafezinho, num momento para encontrar boas lembranças, referências importantes para construir laços afetivos, dar boas risadas e brilhar no olhar de cada um de nós.
Somos usuários da web, sempre estamos nos comunicando, mas a presença concreta transforma o momento mágico da comunicação em verdade do abraço, do sorriso e do olhar. Mesmo que pra isso alguns tenham que voar por mais de 1000 quilômetros...

Planalto Central

O chão do planalto é vermelho. O céu do planalto é azul celeste. O serrado do planalto é verde.
Tanto pelo folclore quanto pelo ecológico e pelo místico, o Planalto Central do Brasil coleciona encantos e sugere prazer.
Dos tempos de passeios em carroceria de caminhão para catar cajus e gabirobas com a família, aos tempos de passeios ecológicos pelo Parque dos Pirineus em carros elegantes, o Goiás é vibrante, acolhendo seriemas nativas e turistas de longe, todos a desfrutar da beleza e saúde do cerrado, com suas águas cristalinas, seus rios fartos e uma população acolhedora, muito simpática, e de gastronomia apetitosa.
Há vantagens geográficas no Planalto que se percebe ao cair da noite, como o fato de visualizarmos três cidades ao mesmo tempo: Anápolis, Alexânia e Brasília, num raio de distância de 150 km de distância e aproximadamente 50 km entre elas. São os clarões que denotam a presença de cada uma delas. É fascinante, pois não estamos sobrevoando, estamos rodando de carro, próximo a cidade de Corumbá de Goiás, e podemos avistá-las!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Cópias

O melhor da cópia.
Durante a perícia médica, o Dr. me pediu o laudo que havia trazido do otorrino, mas como seria necessário apresentar o laudo ainda a uma outra instituição, tive que sair para fazer uma cópia do referido laudo. Lá fui eu. Chegando na papelaria, o comerciante não tinha troco para dez reais, tirando quarenta centavos, que foi como pude pagar, ficando embaraçoso pra mim: - Vou trocar então, eu disse. Aí chegou outro cliente e perguntei-lhe se trocava a nota de dez.
- Não. Mas quanto você tem que pagar?
- Quarenta centavos.
- Então eu pago pra você.
- Eu fico muito grata. Num próximo momento, pagarei pra você a despesa.
- Não. Faça melhor. Pague de uma próxima pessoa. Assim você passa pra frente.
Trocamos sorrisos, o comerciante recebeu os quarenta centavos e saí.
Resolvida a perícia fui embora; no caminho, já na praça da República, vejo na porta da loja uma promoção de camisetas, com a inscrição GENTILEZA GERA GENTILEZA. Eu comprei uma blusa pra mim e outra para presentear. Assim eu passo pra frente.

sábado, 11 de abril de 2009

Águas


Há trinta e quatro anos, surgia um projeto, cujo objetivo principal é livrar a sociedade desse embuste absurdo em que se encontra. O embuste da embolação a que somos submetidos, dia após dia, nos fazendo ver nossa vida como uma saga, onde cumprimos essencialmente o que o poder monetário determina. Sem escapatória.
Em 1975 criava-se o projeto Vênus.
Se ao longo de milênios, tantos foram os ilustres que nos trouxeram as principais bases intelectuais e científicas para termos chegado aqui, ainda com alguma consciência, a ¹minha capacidade de escolher/determinar de modo retroativo quais causas irão me determinar, se sobrepõe a qualquer embuste, oras! Isso é liberdade.
² A ética, em seu aspecto mais elementar, representa a coragem de aceitar essa responsabilidade. A "liberdade", portanto, é inerentemente retroativa: em seu aspecto mais elementar, não é simplesmente um ato livre que, vindo do nada, inicia um novo vínculo causal, mas sim um ato retroativo de endossar qual vínculo/sequência de necessidades me determinará.
O momento do Sujeito Coletivo é de apelo à consciência, contando com citação do ex professor da Dra. Ana Beatriz, que afirmou em uma de suas aulas: ³ Ser consciente não é um estado momentâneo em nossa existência, (...) ser consciente refere-se à nossa maneira de existir no mundo. Está relacionado à forma como conduzimos nossas vidas e, especialmente às ligações emocionais que estabelecemos com as pessoas e as coisas no nosso dia-a-dia. Ser dotado de consciência é ser capaz de amar.
As águas dos córregos, dos rios e mares, que lavam e levam,
satisfazendo as necessidades de todo um planeta, entoam sua musicalidade que por vezes nos conforta, nos distrai e até mesmo nos aterroriza.
Somos conscientes da importância dessas águas?

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(¹) (²) Zizek, Slavoj - A visão em paralaxe (São Paulo, Boitempo, 2008) ps. 274 e 276.
(³) Silva, Ana Beatriz B. - Mentes perigosas (Rio de Janeiro, Objetiva, 2009) p. 21.